A dica de hoje é sobre: Catástrofes naturais – existem muitas vantagens em solicitar cobertura adicional para fenômenos naturais, que são úteis para quem vive em “locais sujeitos a inundações ou não tem garagem, e vandalismo, se reside numa zona problemática”.

Há casos claros de obrigatoriedade por lei de seguro: um de risco de incêndio da habitação em caso de viver em condomínio e outro para o carro, de responsabilidade civil que inclui os danos corporais dos passageiros. No entanto, existem situações que justificam a adesão a outros seguros.

A associação de defesa dos consumidores aponta a título de exemplo o seguro multirriscos de habitações que é  vantajoso e neste caso as apólices “têm coberturas de base e complementares”.

A importância da cobertura por “incêndio, queda de raio ou explosão” que permite receber indenização causada por estes fenômenos faz parte de todas as apólices. No entanto, que é importante ter cobertura para inundações, tempestades ou fenômenos sísmicos, “contratada a título complementar e cujo preço depende do risco sísmico associado à cidade do imóvel”.

Para ativar a cobertura “inundações”, a chuva deve atingir 10 milímetros em 10 minutos e, no caso da cobertura “tempestades”, os ventos devem atingir mais de 100 quilômetros por hora e provocar estragos em edifícios num raio de 5 quilômetros”, por exemplo.

Em caso de danos depois da ocorrência de “furto ou roubo” as coberturas indenizam os prejuízos e os danos são abrangidos pela responsabilidade civil.

No que concerne aos seguros de automóveis, a cobertura de ocupantes é a “única forma de salvaguardar os danos corporais do condutor num acidente da sua responsabilidade”. Entretanto, o cliente pode fazer cobertura adicional para fenômenos naturais, que serão úteis para quem vive em “locais sujeitos a inundações ou não tem garagem, e vandalismo, se reside numa zona problemática”.

Danos causados por desastres naturais têm cobertura das seguradoras ?

imageOs seguros de automóvel e residencial cobrem os danos causados por desastres naturais como queda de árvore. No caso do seguro auto, os prejuízos terão garantia dentro da cobertura compreensiva (colisão, incêndio e roubo), conhecida como “cobertura total”. O segurado pode ainda contratar uma cobertura opcional para higienização do carro em caso de alagamento.

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Já no residencial, se a queda da árvore for causada por ventos fortes, os danos estarão cobertos quando a cobertura de vendaval for contratada – opcional e que também cobre danos causados por chuva de granizo. “O custo da cobertura é relativo à frequência de sinistro de acordo com a região, mas no geral o seguro residencial não custa caro”, diz o vice-presidente de Seguros Corporativos da Liberty Seguros, Paulo Umeki.

Até o momento, a companhia não registrou sinistros relacionados ao temporal da última segunda-feira. O executivo lembra que o evento ocorrido em São Paulo é comum na região Sul do País, principalmente no Estado de Santa Catarina, onde mais de 90% das apólices incluem a cobertura contra vendaval. Porém, ele observa um aumento na frequência e na intensidade dos sinistros por eventos climáticos, sendo mais comuns entre os meses de outubro e fevereiro e não muito esperados em meados de abril.

Quem mais contrata?

Em países ricos, é comum as pessoas contratarem seguros para catástrofes naturais. Já os brasileiros não contratam apólices nem para riscos óbvios, como incêndio

Qual o total dos prejuízos causados pelas catástrofes naturais ao longo dos próximos anos? Com certeza algumas centenas de bilhões de dólares, se os eventos mantiverem o comportamento atual e nenhum furacão de força extraordinária ou terremoto avassalador atingir região densamente povoada em uma nação rica. Se isso acontecer, a conta passa do trilhão de dólares.

A maior parte do prejuízo será paga diretamente pelos governos dos países atingidos, mas uma fatia nada desprezível acabará nas costas das seguradoras. Se os danos se concentrarem em países como Estados Unidos, Japão, Alemanha ou outras nações ricas, custarão mais caro para as seguradoras do que se ocorrerem em países como China, Brasil, Índia.

A razão para isso é simples. Os habitantes dos países ricos contratam seguros, inclusive para protegê-los de sinistros desta natureza. Já os habitantes dos países em desenvolvimento têm pouca familiaridade com seguros e por isso não contratam apólices nem para riscos óbvios, como incêndio da residência ou a própria vida.

É verdade, isso não é uma regra absoluta. Às vezes os países ricos também não têm seguros. Basta lembrar o furacão que varreu Nova Orleans e o terremoto que destruiu L”Aquila, na Itália. As seguradoras foram muito pouco acionadas, mesmo com os dois eventos causando danos de enorme monta nas comunidades atingidas.

Desastres naturais – um problema crescente

Desde 1970, a Swiss Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, acompanha os desastres naturais no planeta bem como o número de vítimas e as indenizações pagas pela indústria de seguros.image

Qualquer que seja a causa – aquecimento global, mudança climática, ciclos solares etc – e ainda que possa haver alguma contagem a menos no início do período, o fato é que esses fenômenos apresentam nítida tendência de crescimento.

Isso pode ser visto nos gráficos abaixo: entre a década de 70 e a primeira década do novo milênio, o número médio anual de catástrofes naturais cresceu 257%; nesse mesmo período, as indenizações anuais pagas pela indústria de seguros passaram, em média, de US$ 3,3 bilhões para US$ 33,4 bilhões, um acréscimo, portanto, de 910%.

Idem para o número médio de vítimas anuais que subiu de 74 mil para 93 mil, portanto, 25% a mais.

E o Brasil? Não temos vulcões ou furacões nem histórico de terremotos significativos, mas as enchentes e as secas avassaladoras são nossas conhecidas de longa data.

E segundo as previsões dos climatologistas, espera-se aumento tanto da ocorrência quanto do impacto desses eventos no Brasil em função das mudanças climáticas. Segundo a Swiss Re, durante o período de 1900-2006, as inundações representaram 59% dos desastres naturais totalizados no país e os deslizamentos de terras, frequentemente causados por chuvas torrenciais, 14%.

Desde 2000, as enchentes causaram perdas médias anuais de cerca de US$ 250 milhões e mataram quase 120 pessoas por ano. Na pior enxurrada do país, enchentes no Rio de Janeiro e em São Paulo mataram mais de 800 pessoas, fizeram mais de 100 mil desabrigados e causaram perdas econômicas estimadas em US$ 1,2 bilhão, aquém dos US$ 460 milhões em ajuda destinada pelo governo para a recuperação das cidades e moradias.

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A seguradora pode se recusar a ressarcir os danos causados por desastres naturais?

Se a cobertura contratada no seguro de automóvel não contemplar o risco de colisão, os danos causados por queda de árvore não estarão cobertos. O mesmo acontece se for confirmado que houve negligência do segurado que poderia evitar o risco.

No residencial, por sua vez, se a queda da árvore não for causada por evento não caracterizado como vendaval, não haverá cobertura. Também não estarão cobertos danos a objetos ao ar livre.

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